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Depressão clínica

depressão - Depressão clínica

Depressão clínica

Reacções ao stress são frequentemente a causa subjacente à depressão clínica. Nesse estado de espírito retraído, o doente não consegue fazei qualquer esforço para voltar a saúde normal e é necessário a ajuda de um profissional. Aparece uma serie de sintomas que vão deste palpitações, tremulas das pernas e dos braços, afogamentos dores de cabeça, perturbações digestivas e perda de apetite, até ao choro incontrolável e tendência para intensos sentimentos de autocomiseração e lamentação.

A depressão pode advir da incapacidade de fazer frente às exigências da vida: é quase certo que reduz a capacidade de fazer frente á vida. As pessoas ficam deprimidas quando vêem os acontecimentos por uma óptica distorcida, inferem deles razões para se lamentarem e tiram conclusões ilógicas e desfavoráveis sobre elas próprias. Grande parte do stress resulta da incompatibilidade entre o que a vida exige física e psicologicamente e a capacidade de resposta do indivíduo, incompatibilidade que, por seu lado tem muitas vezes origem na discrepância entre o mundo tal como é e o mundo como o indivíduo pensa que devia ser.

Pode admitir-se que alguns casos de depressão constituem um opção ao que se considera uma situação intolerável. Cair em depressão surge como uma maneira de evitar o problema: o acto de suicídio é um acto de fuga ainda maior.

A depressão altera o comportamento à medida que a pessoa tenta fazer-lhe face. O novo comportamento substitui o padrão normal de comportamento e pode ser aceite pelos que estão próximo do individuo. Pode provocar a simpatia e então será mais difícil de alterar Numa situação dessas podem surgir fobias e neuroses. Se se tenta evitar uma situação determinada porque ela provoca ansiedade, é susceptível de aparecer uma fobia por repetição daquele mecanismo. Posso desmaiar, portanto, não vou aos sítios onde as pessoas me possam ver, é um pensamento (inconsiderado) que se for repetido de cada vez que se falar de uma oportunidade de sair de casa dará origem a um medo forte de sair, ou seja, uma fobia. O verdadeiro medo estará talvez no desmaiar e dar espectáculo, mas o medo é transferido para o acto de sair.

Compreender a causa deste tipo de medo irracional faz parte da cura indivíduo prende a modificar o comportamento, a fazer a pouco e pouco aquilo de que tem medo e, ao descobrir que nenhum mal daí lhe advém, deixa de ter medo. Para isso é preciso tempo, paciência e recorrer ao relaxamento e outros exercícios.

A terapia medicamentosa pode controlar a depressão clínica (para outra forma de depressão conhecida por depressão endógena, provocada por um desequilíbrio químico no organismo, os medicamentos são o único meio efectivo de controle mesmo quando há probabilidade de a doença se repetir).
Mas a cura para os casos de depressão clínica só se alcança enfrentando a realidade. É admissível o recurso a alguém que dê conselhos ou à psicoterapia para que a pessoa se entenda a si própria e reconheça a relação entre comportamento, atitudes e stress.

Em resumo, embora não se possa apontar o stress como o único factor de influencia nas doenças e perturbações crónicas atrás mencionadas, ele desempenha sem dúvida um papel fundamental, interferindo, nalguns casos, na duração e no desenrolar da doença. Não se deve, portanto, escamotear essa nocividade potencial e devem tomar-se medidas para contrariar o stress e dominá-lo de modo positivo. O momento oportuno para tratamento eficaz é exactamente quando aparecem os primeiros sinais de stress. Quando se chega ao colapso, físico ou mental, a tarefa é muito mais dura e os conselhos dum especialista são essenciais. Mas mesmo assim há ainda muita coisa que você pode fazer. De facto, pode fazer sempre alguma coisa desde que se prepare para esse esforço antes de mais, trata-se da sua vida.

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