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Combater ou fugir da reacção

3935 - Combater ou fugir da reacção

Combater ou fugir da reacção

Qualquer que seja o factor de stress, a resposta do organismo segue um padrão previsível. A essa resposta chamou-se reacção de «combate ou fuga» porque e uma dessas opções que o organismo se prepara para tomar. A par dum aumento rápido do metabolismo, ocorrem quase instantaneamente alterações hormonais, fisiológicas e bioquímicas.

Durante a reacção de «combate ou fuga», os músculos do corpo contraem-se como se se preparassem para entrar em actividade. A parte do cérebro conhecida por hipotálamo, que é um centro coordenador de inúmeras funções do corpo normalmente fora do controle voluntário, recebe o alarme e apela à acção da função hormonal da glândula mestra, a pituitária (também situada no cérebro). As hormonas produzidas pela pituitária estimulam outras zonas produtoras de hormonas, nomeadamente as glândulas endócrinas, que libertam adrenalina e noradrenalina para alimentar a reacção de «combate ou fuga». Estas, por seu lado provocam uma série de alterações fisiológicas para reagir ao estímulo de stress.

Para os músculos trabalharem convenientemente precisam de glucose e o fígado responde a essa necessidade lançando no sangue alguma da que tem armazenada, que pelo sangue é levada até aos músculos. Como tem de ser transformada cm energia, o sangue transporta também o oxigénio necessário. O coração tem de bombear com mais força para que o sangue chegue onde e mais necessário, o que provoca uma subida da pressão sanguínea. A respiração torna-se mais rápida pois os pulmões precisam de mais oxigénio.

Como a quantidade de sangue no corpo é limitada, tem de ser distribuída pelas zonas prioritárias músculos, coração, pulmões e cérebro. Há, por consequência, uma «paralisação» temporária nas outras zonas, por exemplo, o aparelho disgestivo torna-se mais lento ou para mesmo: as glândulas salivares secam: os vasos sanguíneos dos rins e do abdome contraem-se e o sistema imunizador que tem a ver com as infecções, torna-se menos activo.

Tudo isto é normal se o factor de stress provocar acção física. Por exemplo, se a fonte de stress for um cão hostil a correr em direcção a si você precisará de toda a ajuda que o seu corpo lhe puder proporcionar rapidamente, no momento de se pôr a salvo. Uma vez cm segurança, o corpo inverte rapidamente o processo e nada de prejudicial acontece. Mas atenção: reacções físicas como fugir podem não ser as mais requeridas pelos tempos que correm quando todo o complexo mecanismo é levado a agir repentinamente com uma carga de stress que não é resolvida física ou mesmo psicologicamente, então, o mecanismo de «combate ou fuga» pode ser causa de grande prejuízo para o corpo. Desenvolver um processo que não culmine em resolução significa que nada irá despoletar o processo de progressivo alívio ate à normalidade. E você continua a braços com o Stress. Embora a reacção de «combate ou fuga» faça parte do equipamento de sobrevivência do homem através da história e desempenhe papel importante, não se adaptou a formas mais subtis de reacção ao stress requeridas por uma moderna sociedade de competição.

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