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Até que ponto é perigosa a obesidade?

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Até que ponto é perigosa a obesidade?

Tornou-se uma crença aceite que a obesidade predispõe às doenças cardíacas coronárias, mas esse aspecto está presentemente a ser posto em causa e a verdade ainda não se encontra perfeitamente definida. Parece que os efeitos da obesidade estão muito relacionadas com outros factores de risco como a idade avançada, a subida da tensão arterial e dos níveis de colesterol e o fumar. A contribuição da obesidade por si só é difícil de avaliar. Pode ser que o conteúdo alimentar, e em particular o seu teor de ácidos gordos saturados, seja mais importante que a obesidade propriamente dita. Mas não há dúvida de que, no grupo etário mais jovem em pessoas à volta dos 30 anos, o excesso de peso está relacionado com uma taxa elevada de doenças cardíacas, particularmente das que conduzem à morte.

As informações de que dispomos sugerem que uma absorção excessiva de energia pode ser mais perigosa que a obesidade propriamente dita. Por exemplo, um homem geralmente magro pode conservar o seu peso em baixo queimando mais energia em forma de calor, embora continuando a ter níveis elevados de gordura,  provavelmente prejudiciais, no sangue. Por outro lado, quando um homem com peso excessivo reduz a sua absorção de energia para emagrecer, poderá reduzir também a gordura no sangue, correndo assim um menor risco de doenças cardíacas que o homem magro. Ainda há muito a compreender acerca do relacionamento entre a obesidade e as doenças cardíacas, mas é sempre boa ideia emagrecer quando se tem peso excessivo, pois isso reduz os outros problemas associados às doenças cardíacas, como a tendência para diabetes e hipertensão.

Embora as opiniões dos peritos difiram quanto à relação entre a obesidade e o desenvolvimento da hipertensão, há estudos que revelam que um tratamento combinado de dieta e restrição do sal poderá controlar uma tensão arterial moderadamente elevada. Verificou-se que o racionamento de alimentos durante a Segunda Guerra Mundial reduziu substancialmente a pressão arterial. Os jovens gordos são mais susceptíveis que os magros de sofrer de hipertensão ao envelhecer. Os homens que têm 14 kg ou mais de peso em excesso aos 20 anos estão 3 vezes mais sujeitos a um ataque. Efectivamente, mesmo um pequeno aumento de peso em conjunto com um leve aumento da tensão, aumentará as possibilidades de sofrer um ataque fatal. Dado que a pressão arterial também e influenciada pela hereditariedade, o aumento de peso poderá afectá-la apenas em determinadas pessoas.

O exercício faz com que a pressão sanguínea suba mais nas pessoas obesas do que nas de peso médio, pelo que a medição da tensão em repouso poderá dar uma falsa indicação.

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